quinta-feira, 22 de outubro de 2015

VERSOS SOBRE O FANATISMO POLÍTICO (Gilberto Cardoso dos Santos)



VERSOS SOBRE O FANATISMO POLÍTICO (Gilberto Cardoso dos Santos)

Eu não sei se é cegueira
Má vontade, hipocrisia
Ver alguns na dianteira
Defender com ousadia
Até com certa grossura
Gente que não tem lisura
E faz o que não devia.

Usam pobres argumentos
Comuns à oposição
Defendem comportamentos
Próprios da corrupção
Parece que em seus anseios
Os fins justificam os meios
Mesmo ferindo a razão.

Falhas graves da política
De pessoas ilibadas
Já não recebem mais crítica
Hoje são justificadas
O medo de piorar
Leva o povo a aceitar
Coisas antes condenadas.

Alguns, por razões escusas,
Interesses pessoais
Expressam razões confusas
Para os deslizes morais
Falam da oposição
Mas na argumentação
São parecidos demais.

Fazem uso da Internet
Pra fazer difamações
Ai daquele que se mete
A fazer reclamações!
Pode ser caluniado
Ofendido e humilhado
Só por dar opiniões.

Com as opiniões diversas
Forte é a intolerância
São ditas coisas perversas
Que revelam arrogância,
Descontrole emocional
Quem se opõe é do mal
Deve manter-se à distância.

Gente bastante instruída
De inegável inteligência
Parece destituída
De razão e coerência
De maneira lastimável
Defende o indefensável
Conforme a conveniência.

Acho que todos vivemos
Um momento delicado
Certamente não queremos
Ver o país afundado
Como em anos precedentes
E nem sermos coniventes
Com aquilo que é errado.

Vocês que antigamente
Tinham um discurso honroso
Não defendam cegamente
Algo que é duvidoso
Devido partidarismo
Que parece  fanatismo
De caráter religioso.

É preciso ter cuidado
Na hora de discutir
Pra não ficar exaltado
E ao semelhante ferir
Argumentos racionais
Não ataques pessoais
É o que se deve ouvir

Com certeza o pior cego
É o que se recusa a ver
Quem por causa do seu ego
Não dá o braço a torcer
E continua  insistindo
Pra si mesmo repetindo
Tentando se convencer.

Por favor não me odeiem
Por assim desabafar
Peço que não se chateiem
Com meu modo de falar
Sou contra a corrupção
Fiz isso na intenção
Apenas de ajudar.

Porém se em verso ou prosa
Alguém quiser contestar
Ouvirei de forma honrosa
Tudo que argumentar
Meu intuito é construir
Ver o país progredir
Do atoleiro escapar.

       Gilberto Cardoso dos Santos

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

NÃO TINHA NADA DE LUXO MAS HAVIA MUITO AMOR - Gilberto Cardoso dos Santos


A casa era apertada
e pouca era comida
mas apesar de sofrida
a vida era animada
a cama velha quebrada
escassez de cobertor
noites de frio ou calor
de fome roncava o bucho
não tinha nada de luxo
mas havia muito amor

tudo junto e misturado
no estreito compartimento
nosso entretenimento
era sempre improvisado
o brinquedo reciclado
era de grande valor
Meu pai era um sofredor
grande era o seu repuxo
não tinha nada de luxo
mas havia muito amor

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

TEM VENTANIA ESTOCADA NA CUCA DE MUITA GENTE - Gilberto Cardoso dos Santos

Glosas: Gilberto Cardoso dos Santos
Mote: Hélio Crisanto


Tentam colocar a pasta
De volta no dentrifício
E em tão estranho ofício
Nossa mente se desgasta
Dobrar a meta não basta
Quando esta está ausente
Com a mandioca à frente
Mulher-sapiens tá brisada
tem ventania estocada, 
na cuca de muita gente.

Quanto à energia eólica
É necessário estocar
Bons ventos vão agitar
Nossa paisagem bucólica
Se a frase é meio estrambólica
O resultado é patente
Pra que discurso eloquente?
Mais vale uma roraimada!
tem ventania estocada, 
na cuca de muita gente.

Ao que não pensa direito
Chamam cabeça-de-vento
Todo mundo fica atento
Às tolices do sujeito
Mas não tenha olhar estreito
Ante o discurso fluente
Pois quem fala belamente
As vezes não tá com nada
tem ventania estocada, 
na cuca de muita gente.


São muito os vendavais
tornados e furacões
próprios das corrupções
nas esferas estatais
Há calmaria demais
perante o roubo frequente
percebo que infelizmente
nossa nação é culpada
tem ventania estocada, 
na cuca de muita gente.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Parece até que estou vendo As sombras do meu passado - Gilberto Cardoso dos Santos

Glosa: Gilberto Cardoso dos Santos  Mote: Marcos Medeiros
                                            

As estradas poeirentas
E a árvore ressequida
Não oferecem guarida
Nas horas mais calorentas
No céu, as nuvens cinzentas,
No chão, o verde mirrado
Há um silêncio pesado
Na tarde que vai morrendo
Parece até que estou vendo
As sombras do meu passado.


Pálpebras de alvenaria,
Janelas retangulares
Por onde os raios solares
Entram trazendo alegria.
O clima é de poesia
No cenário desolado
Um chocalho é balançado
A brisa sons vem trazendo
Parece até que estou vendo
As sombras do meu passado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Imagens poetizadas poema sobre poema - Gilberto Cardoso dos Santos


Por que tamanha beleza
em detalhes pequeninos?
cheia de toques divinos
se mostra a mãe-natureza
alguns ao olho invisíveis
têm formatos incríveis
uma coisa de cinema
milagrosas pinceladas
Imagens poetizadas
poema sobre poema

Como não se extasiar
Contemplando o mimetismo
Que resguarda os organismos
De maneira singular?
com seus formatos diversos
bem metrificados versos
na estrofe do ecossistema
habilmente versejadas
Imagens poetizadas
poema sobre poema.

As orquídeas me encantam
seu colorido profuso
deixam o racional confuso
certamente nos espantam
diversos são os formatos
matematicamente exatos
Há um cinema no sinema
nas pétalas perfumadas
Imagens poetizadas
poema sobre poema.