segunda-feira, 13 de junho de 2011

Entrevista em Cordel Com Hailton Mangabeira





GILBERTO:
Caro Hailton Mangabeira
diga-nos com brevidade
se foi esta a vez primeira
que esteve em nossa cidade
fale-nos o que achou
de tudo que observou
em nossa comunidade.









HAILTON:
Meu caro amigo Gilberto,
Não foi a primeira não,
Santa Cruz, uma cidade,
Está no meu coração,
Várias vezes de passagem,
Quando estava de viagem,
Lá pras bandas do sertão.
Quando escrevi um cordel,
Sobre a linda Nova Cruz,
E nele estando citada,
Sua nobre Santa Cruz,
Cidade que irradia,
Santa Rita alumia,
Com sua divina luz.

GILBERTO:
Trace de si um perfil
pequena biografia
diga-nos como surgiu
seu amor à poesia
fale-nos de sua infância
e de alguma circunstância
que lhe causa alegria.

HAILTON:
Quando eu era pequeno,
Minha mãe ia pra feira,
E na banca de cordel,
E foi essa a maneira,
Levava cordel e lia,
De tardezinha, alegria,
Na querida Mangabeira.

GILBERTO:
Quanto ao modo de viver,
qual sua filosofia?
o que mais gosta de ler
em prosa e em poesia?
cite algum pensamento
que lhe dá norteamento
nos atos do dia a dia

HAILTON
Para mim, sempre será,
A vida e o meu viver,
Baseado na história,
Da maior que pude ter,
A minha mãe, meu tesouro,
Que sempre serei calouro,
Tenho orgulho de dizer.

A leitura me agrada,
Seja prosa ou poesia,
Viagem imaginária,
E nela tudo varia,
De rico até o pobre,
De camponês e de nobre,
Tudo isso me extasia.

Einstein um dia disse,
Que nossa imaginação,
É muito mais importante,
Veja que situação,
Até que o conhecimento,
Um poderoso instrumento,
Servindo de direção.

GILBERTO:
Fale-nos de seus cordeis,
que obras já publicou
se ganhou muitos "mil-réis"
se muita grana ajuntou.
A se tornar cordelista
e da arte apologista
que(m) foi que o motivou?

HAILTON:
Já passou duma centena,
É essa maior riqueza,
Que eu tenho nessa vida,
Pois eu digo com certeza,
Dinheiro não pagaria,
a conta da alegria,
tá na cara com clareza.

GILBERTO:
Diga a nossos leitores
suas palavras finais
fale-nos de seus labores
e anseios culturais
e brinde-nos finalmente
com um texto comovente
dos muitos que você faz.

HAILTON:
Sou professor e poeta,
As palavras, meu castelo,
Pois espero que o cordel,
Cada vez fique mais belo,
A vocês de Santa Cruz,
Muita paz e muita luz,
Vai meu LIVRO AMARELO.

#Para ler o cordel O LIVRO AMARELO, da autoria de Hailton Mangabeira, clique em



Tá a fim de conhecer melhor o Hailton? Eis o link de seu blog:

domingo, 12 de junho de 2011

Apreciação do Poema Seleção Cultural


"Seleção Cultural" é uma teia
do aracnídeo Marcos, bem tecida
Nela o leitor cai e esperneia
Mas esta o prenderá por toda a vida.

(Gilberto Cardoso dos Santos)

Veja-o:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre Ademar Macedo (Gilberto Cardoso dos Santos)







Sobre Ademar Macedo
(Gilberto Cardoso dos Santos)

Ele é um semeador
no roçado digital
incansável plantador
da semente especial
que produz jardins incríveis
nas paisagens invisíveis
do mundo emocional.

Ademar, grande poeta
e brilhante trovador
faz uma obra completa
como disseminador
de trovas interessantes
de poesias brilhantes
das quais é minerador

Tais pepitas nos envia
através de nosso e-mail
nos enche de poesia
feito um pombo-correio
num eterno vai-e-vem
dando o melhor que tem
satisfaz o nosso anseio.

Tal jornal de poesia
se você solicitar
ele com muita alegria
decerto irá enviar
pra ter acesso a tal favo
não gastará um centavo
basta o e-mail passar.

Ademar adora trovas
e com frequência as envia
sempre traz mensagens novas
repletas de poesia
poesias nota mil
dos poetas do Brasil
e de sua autoria.

Mande para o endereço
que abaixo estou a dispor
e ele com todo apreço
irá fazer o favor
de enviar todos os dias
inefáveis poesias
trovas de grande valor.

e-mail para solicitar sua inscrição: poetaademar@yahoo.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Versos Sobre Morte de Chico Mota



Francisco Mota se foi
escureceu a paisagem
de si mesmo enforcado
deixou a terrível imagem
da vida estava cansado
e num momento impensado
antecipou a viagem.

Sua vida foi um poema
profundo e bem ritmado
passou a vida cantando
seu verso metrificado
mas a cruel depressão
findou a sua canção
com verso de pé quebrado

(Gilberto Cardoso dos Santos)




A cultura seridoense está de luto com a morte do violeiro Francisco Mota, de 86 anos de idade.
Poeta, repentista e cordelista, chico Mota cometeu suicídio na manhã deste domingo (05), na sua própria residência, no bairro Paraíba, em Caicó.
De acordo com um de seus filhos, Chico Mota estava depremido ultimamente, mas ninguém imaginava que ele cometesse tal ato extremo.
Chico Mota é um dos pioneiros dos programas de viola do rádio seridoense. Ele apresentava há 48 anos o programa “Violeiros da Rural”, desde a fundação da Rádio Rural AM, sem contar que era um dos mais conhecidos violeiros do Rio grande do Norte. Sua morte deixou toda a região do Seridó comovida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Poesia para Amanda Gurgel - Gilberto C Santos

1
A voz de Amanda se ergueu
parando o Brasil inteiro
todo o povo brasileiro
ouviu e se comoveu
Quando ela apareceu
no Programa do Faustão
falou com convicção
e a audiência aumentou
até Faustão se calou
e ouviu com toda atenção.
2
Quando esteve na Assembleia
do Rio Grande do Norte
com o seu sotaque forte
silenciou a plateia
ninguém ali tinha ideia
do que iria se dar
o video iria alcançar
mais de um milhão de acessos
falando dos retrocessos
na educação potiguar.
3
Todos demos primazia
À voz de Amanda Gurgel
como a uma voz do céu
que o indizível dizia.
Em prosa ou em poesia
jamais vi tanta clareza
ela expressou com certeza
a nossa dor mais profunda
e o fez de forma fecunda
com maestria e beleza.
4
Quando Amanda foi à frente
parlamentares sisudos
quais pedras ficaram mudos
ante o discurso eloquente
A plateia consciente
da verdade absoluta
achou que a melhor conduta
ante aquela mulher brava
era deixar que a palavra
vencesse qualquer disputa.
5
Porém o discurso dela
não limitou-se ao estado
e todo o professorado
se viu espelhado nela.
Deus pôs uma mulher bela
para nos representar
e eu resolvi me calar
prostrei-me com reverência
e deixei na consciência
a sua voz ecoar.
6
Quando a professora Amanda
subiu àquela tribuna
preencheu uma lacuna
vasta, profunda, nefanda
a sua voz forte e branda
tornou nossa dor palpável
de modo admirável
feriu tímpanos de surdos
desnudando absurdos
num discurso inimitável.
7
Amanda, eu emudeci
porém o fiz de bom grado
pois fui bem representado
no discurso que ouvi
nos versos que escrevi
jamais dei tanta expressão
à triste situação
que vivemos todos nós
Você se fez nossa voz
A voz da Educação!