quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GUERRA ELEITORAL - Gilberto Cardoso dos Santos


sábado, 20 de agosto de 2016

“O POVO SE VENDE FÁCIL” (Gilberto Cardoso dos Santos)


“O POVO SE VENDE FÁCIL” (Gilberto Cardoso dos Santos)


Um vendedor de bananas perguntou à freguesa: "Foi ontem pra o comício?"

A mulher fez  cara de nojo e disse: "Eu mesmo não. Deus me livre de sair de casa pra ir atrás desses pestes!"

O vendedor riu e prosseguiu em sua curiosidade: "Por que essa raiva toda, minha amiga? Tem que ir pra ouvir as propostas! Como é que você vai escolher?"

Ela pôs as mãos na cintura, fez um muxoxo e replicou simulando indignação:

"Propostas, que propostas? Louco é quem confia nesta cambada de mentirosos. São uns ladrões!"

Duas pessoas próximas deram sinais de concordar com o que ela dizia. Eu também assenti com um "hum hum" e comecei a prestar atenção na fala da mulher; imaginei que estava à frente duma pessoa politicamente esclarecida. Mas o feirante insistiu em querer saber o real motivo daquela raiva toda e a mulher esclareceu:

"São uns safados. A gente vai pedir as coisas e eles dizem que não podem dar porque a fiscalização está rigorosa demais. Dizem também que não receberam recursos. Então que se lasquem todos!"

Claramente, para minha decepção, faltava consciência política naquela mulher, aparentemente enceguecida por seus próprios interesses. Infelizmente, não tinha o perfil que eu esperava; era representante de um grupo numeroso, manifestou um modo de pensar que é regra, não exceção. Temi pelos resultados da eleição que temos à frente. Será que mais uma vez deliberada e ingenuamente erraremos em nossas escolhas?

Como bem disse Rubem Alves, "É o povo que escolhe, como seus líderes, de forma democrática, os bandidos, criminosos e corruptos. E que não me digam que o faz por ignorância. O povo se vende fácil."


Enquanto houver uma maioria que raciocina como aquela mulher - que se vende fácil - será difícil evoluirmos para uma sociedade justa e equilibrada.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

O AUMENTO NO SALÁRIO DOS VEREADORES – Gilberto Cardoso dos Santos


O AUMENTO NO SALÁRIO DOS VEREADORES – Gilberto Cardoso dos Santos

Os vereadores de minha cidade reuniram-se e deram a si mesmos um aumento. Mas nisto não foram pioneiros, apenas seguiram o exemplo de muitas outras câmaras legislativas espalhadas Brasil afora.  Claro que houve quem desse exemplo contrário, como se deu em Água Branca, PB, em que os edis votaram pela diminuição do próprio salário. Mas é óbvio: entre um raro bom exemplo desfavorável e uma maioria esmagadora de maus exemplos favoráveis, quem não optaria pelo segundo? Isto é demo “níaco” e “crático” ao mesmo tempo.

O que me espanta mesmo não foi o aumento que deram ao próprio salário (astronômico, diga-se de passagem), mas o fato da Constituição permitir que uma categoria, seja ela qual for, defina os próprios proventos.  Ainda mais diante da notória dificuldade que os políticos brasileiros tiveram, têm e sempre terão de enxergar qualquer coisa além dos próprios interesses.

Influenciado pela leitura dos livros de Poliana, esforço-me para ver o lado positivo das coisas. Imagine que eles bem poderiam ter arredondado o valor de cada sessão para dois mil reais, o que seria bastante compreensível. Mas não: optaram por menos. Eles sabem bem o quanto importa economizar por pouco que seja em tempos de crise. Todos precisam fazer sua parcela de sacrifício e disto não se eximem.  Aliás, para os que acham que eles se reúnem apenas uma vez por semana, vale ressaltar que isto aconteceu numa reunião-extra, às onze horas do dia.

É bonito se ver adversários políticos, posição e oposição, esquecidos de suas diferenças, unidos a batalhar por uma causa tão comum!  

Para incentivar maior participação em reuniões tão bem remuneradas, poderiam ter acrescentado à lei um dispositivo que permitisse desconto no salário dos vereadores faltantes. Ora, não é assim que acontece em qualquer outra profissão quando se falta sem a devida comprovação de justa causa?

Fico imaginando como me comportaria, caso fosse concedida à minha categoria o poder de determinar nosso próprio salário. “Sentir-me-ia”, como diria Temer, tentado a ir além do que determina o bom senso. Melhor: ficaria numa dúvida cruel sobre quanto realmente merece ganhar um professor. Imagino o enorme problema que teríamos para criar um meio termo entre a percepção daqueles acostumados a uma vida de exploração salarial e a dos mais gananciosos – ou mais conscientes.

Sei que não é fácil para ninguém que dispõe de tanto poder – mesmo o de determinar o próprio salário! – ter que legislar em causa própria sob os holofotes da censura popular.

Acostumados que estamos a ver aspectos negativos nas ações de nossos políticos, corremos o risco de não ver motivações altruístas em seus gestos. Afinal, como disse um deles, pensaram nos que assumirão no próximo pleito, não neles propriamente, embora mais uma vez tenham se candidatado. Os instados a participar mais ativamente da vida política, têm agora uma motivação extra para se candidatarem e batalharem com mais afinco pela vitória.

Ainda à cata de coisas positivas nisto tudo, nos alegramos por saber que a decisão não foi tomada por cem por cento deles. Houve quem faltasse à reunião ou que, instado a votar, tenha se recusado. Podemos questionar-lhes os motivos, é claro, mas o fato é que não votaram. Ao menos tiveram temor à opinião popular e deixaram que a prudência suplantasse a ganância. Também achei interessante perceber que alguns pré-candidatos dos dois lados, correndo o risco de desagradar aos companheiros de chapa, tenham se posicionado claramente contra o ato imoral disfarçado de legalidade. O “nada a declarar” de outros candidatos a quem vejo com bons olhos tem me incomodado. Talvez estejam ensaiando ainda o que dirão. Acho que devemos prestar mais atenção nestes que ousaram erguer a voz e cobrar (o)posição dos demais.

Quanto aos que votaram pelo aumento, deixemos que o povo, democraticamente, decida os seus destinos. Vendo por certo ângulo, foi uma jogada de mestres: terá o potencial de angariar mais votos desde que se valham do seguinte e sedutor argumento: “Concedemos a nós mesmos este aumento pensando em você, eleitor. O excedente ao que ganhávamos será usado em seu benefício.”

Descontextualizando e adulterando o bordão de Nelson Rubens, diriam nosso ilustres representantes: “Eu aumento e depois invento qualquer desculpa.”



O AUMENTO NO SALÁRIO DOS VEREADORES – Gilberto Cardoso dos Santos


O AUMENTO NO SALÁRIO DOS VEREADORES – Gilberto Cardoso dos Santos

Os vereadores de minha cidade reuniram-se e deram a si mesmos um aumento. Mas nisto não foram pioneiros, apenas seguiram o exemplo de muitas outras câmaras legislativas espalhadas Brasil afora.  Claro que houve quem desse exemplo contrário, como se deu em Água Branca, PB, em que os edis votaram pela diminuição do próprio salário. Mas é óbvio: entre um raro bom exemplo desfavorável e uma maioria esmagadora de maus exemplos favoráveis, quem não optaria pelo segundo? Isto é demo “níaco” e “crático” ao mesmo tempo.

O que me espanta mesmo não foi o aumento que deram ao próprio salário (astronômico, diga-se de passagem), mas o fato da Constituição permitir que uma categoria, seja ela qual for, defina os próprios proventos.  Ainda mais diante da notória dificuldade que os políticos brasileiros tiveram, têm e sempre terão de enxergar qualquer coisa além dos próprios interesses.

Influenciado pela leitura dos livros de Poliana, esforço-me para ver o lado positivo das coisas. Imagine que eles bem poderiam ter arredondado o valor de cada sessão para dois mil reais, o que seria bastante compreensivo. Mas não: optaram por menos. Eles sabem bem o quanto importa economizar por pouco que seja em tempos de crise. Todos precisam fazer sua parcela de sacrifício e disto não se eximem.  Aliás, para os que acham que eles se reúnem apenas uma vez por semana, vale ressaltar que isto aconteceu numa reunião-extra, às onze horas do dia.

É bonito se ver adversários políticos, posição e oposição, esquecidos de suas diferenças, unidos a batalhar por uma causa tão comum!  

Para incentivar maior participação em reuniões tão bem remuneradas, poderiam ter acrescentado à lei um dispositivo que permitisse desconto no salário dos vereadores faltantes. Ora, não é assim que acontece em qualquer outra profissão quando se falta sem a devida comprovação de justa causa?

Fico imaginando como me comportaria, caso fosse concedida à minha categoria o poder de determinar nosso próprio salário. “Sentir-me-ia”, como diria Temer, tentado a ir além do que determina o bom senso. Melhor: ficaria numa dúvida cruel sobre quanto realmente merece ganhar um professor. Imagino o enorme problema que teríamos para criar um meio termo entre a percepção daqueles acostumados a uma vida de exploração salarial e a dos mais gananciosos – ou mais conscientes.

Sei que não é fácil para ninguém que dispõe de tanto poder – mesmo o de determinar o próprio salário! – ter que legislar em causa própria sob os holofotes da censura popular.

Acostumados que estamos a ver aspectos negativos nas ações de nossos políticos, corremos o risco de não ver motivações altruístas em seus gestos. Afinal, como disse um deles, pensaram nos que assumirão no próximo pleito, não neles propriamente, embora mais uma vez tenham se candidatado. Os instados a participar mais ativamente da vida política, têm agora uma motivação extra para se candidatarem e batalharem com mais afinco pela vitória.

Ainda à cata de coisas positivas nisto tudo, nos alegramos por saber que a decisão não foi tomada por cem por cento deles. Houve quem faltasse à reunião ou que, instado a votar, tenha se recusado. Podemos questionar-lhes os motivos, é claro, mas o fato é que não votaram. Ao menos tiveram temor à opinião popular e deixaram que a prudência suplantasse a ganância. Também achei interessante perceber que alguns pré-candidatos dos dois lados, correndo o risco de desagradar aos companheiros de chapa, tenham se posicionado claramente contra o ato imoral disfarçado de legalidade. O “nada a declarar” de outros candidatos a quem vejo com bons olhos tem me incomodado. Talvez estejam ensaiando ainda o que dirão. Acho que devemos prestar mais atenção nestes que ousaram erguer a voz e cobrar (o)posição dos demais.

Quanto aos que votaram pelo aumento, deixemos que o povo, democraticamente, decida os seus destinos. Vendo por certo ângulo, foi uma jogada de mestres: terá o potencial de angariar mais votos desde que se valham do seguinte e sedutor argumento: “Concedemos a nós mesmos este aumento pensando em você, eleitor. O excedente ao que ganhávamos será usado em seu benefício.”

Descontextualizando e adulterando o bordão de Nelson Rubens, diriam nosso ilustres representantes: “Eu aumento e depois invento qualquer desculpa.”



quarta-feira, 22 de junho de 2016

ENTREVISTA em versos COM JOSÉ ACACI



ENTREVISTA em versos COM ACACI



GILBERTO:
Caro José Acaci
Poeta fenomenal
Nos fale um pouco de si
Nessa conversa informal
Em forma de poesia
Mostre-nos com maestria
Quanto é especial.



ACACI:
Sou um poeta alegreiro,
espalhador de alegria,
palavrador de palavra,
ortoador de grafia,
poemador de poema,
fonemador de fonema,
dizidor de poesia.

GILBERTO:
Fale-nos de sua infância
E lugar onde nasceu
Também em que circunstância
Seu dom se desenvolveu
As principais referências
as maiores influências
livros e cordéis que leu.

ACACI:
Eu nasci em Macaíba
terra de muitos primores.
De poetas, de artistas,
políticos e escritores,
que ficaram na memória
e são parte da história
dos nossos grandes valores.

Nasci de família pobre
no entanto tive a sorte
de ser filho de um poeta
firme corajoso e forte
que me ensinou a ciência
e foi minha referência
no Rio Grande do Norte

Meu pai foi Chagas Ramalho.
Enfrentei muitas porfias
assistindo ele escrevendo,
recitando poesias,
e andando pelas ribeiras,
vendendo cordel nas feiras
e fazendo cantorias.

“Meu Pé de Laranja Lima”
eu li quando era menino,
e foi o primeiro livro
que tive no meu destino.
Mas hoje eu leio de tudo
vou de Camões a Cascudo,
de Bilac a Severino.

Entre os cordéis que eu gostava:
Coco Verde e Melancia;
O Pavão Misterioso;
O Valente Zé Garcia;
Juvenal e o Dragão;
História do Boi Tungão,
São alguns cordéis que eu lia.

GILBERTO:
Eu sei que a sua história
É muito interessante.
Se recorresse à memória
Daria um cordel gigante.
Mesmo que de forma vaga,
Destaque na sua saga
O que julga impactante.

ACACI:
Eu lembro: A Casa de taipa;
o sol nas frestas entrando;
meu pai tocando viola;
a minha mãe costurando;
e eu muito introvertido,
sentado no chão batido,
fazendo arte e brincando.

Era comum nesse tempo
alguém morrer “de repente”.
Não por ser um “repentista”,
porém, por ser tão carente.
Qualquer gripe ou anemia,
Maleita, ou disenteria,
matava gente da gente.

Eu sou um sobrevivente
e me sinto abençoado
por não ser um preguiçoso,
por ser bastante esforçado,
enfrentar dias medonhos,
e acreditar nos sonhos
que um dia foram sonhados.

Lembro o sorriso de mãe
no momento que eu li
a lista dos aprovados
pra escola de Jundiaí.
Foi uma grande conquista.
tão poucos nomes na lista,
mas meu nome estava ali.

Eu lembro também do dia
que entrei pra faculdade:
Sem emprego e sem dinheiro,
com tanta dificuldade,
mas com garra pra lutar
e assim poder mudar
aquela realidade.

GILBERTO:
Você é preocupado
Com questões estruturais
Mostra-se muito apegado
Aos aspectos formais
Até mesmo com o papel
Que elementos num cordel
Você julga essenciais?

ACACI:
O papel é importante
como apresentação,
pra melhorar a estética
e a visualização.
Porém o que é relevante
e deveras importante:
métrica, rima e oração.

O que se chama cordel
na sua forma mais pura
não é o folheto em si,
nem sua xilogravura,
e sim a forma do texto,
centenário no contexto
e na sua estrutura.

GILBERTO: 
Fale-nos sobre a ANLIC
Ainda que brevemente
Da qual você, muito chic,
Veio a ser o presidente
Na sua avaliação
Esta instituição
Tem tudo pra ir pra frente?

ACACI:
A ANLiC está passando
por muita dificuldade:
não tem dinheiro, nem sede,
porém tem boa vontade
dos confrades a lutar
para conseguir mudar
a nossa realidade.

Temos CNPJ,
e registro no cartório,
ainda não temos sede,
e nem mesmo um escritório.
Discutimos cada tema
para que cada problema
seja um fato transitório.

Porém nem tudo é perfeito,
pois temos dificuldades,
e entre elas, a maior
é reunir os confrades
para tomar decisões
discutir opiniões
e aumentar as amizades.

GILBERTO:
Para alguém fazer parte
Desta instituição
Além de amar a arte
E ter boa produção
Como deve proceder
Caso queira recorrer
A uma colocação?

ACACI:
Quando existe uma vacância
é feita a convocação
por internet e jornal,
pra que qualquer cidadão
possa ler e conhecer,
e depois se inscrever
para uma seleção.

Um pretendente à vaga
precisa ser bem fiel
aos princípios necessários
na escrita de um cordel,
e ter cordéis publicados
pra serem avaliados
por poetas do plantel.

Os confrades da ANLiC,
em uma reunião,
definem todo o processo
pra que aja a seleção
dentro das normas legais
e dentro dos rituais
que diz a legislação.

GILBERTO:
Fale-nos sobre o cordel
E da tecnologia
Não mais restrito ao papel
Nas redes se anuncia
O que vê de positivo
E o que há de negativo?
Como você avalia?

ACACI:
O cordel esteve em alta
porém depois se escondeu.
quando apareceu o rádio
ele quase feneceu.
Teve gente criticando
e outros até falando
que o nosso cordel morreu.

Porém com a internet
a coisa foi diferente:
Ele ganhou nova cara
e espalhou-se de repente.
Passou a ser mais querido
e ficou mais conhecido
no meio da nossa gente.

O cordel ganhou o mundo
nos blogues de poesia;
na rede do Facebook;
nos sites de cantoria;
e não tem um que escape,
até no whatsapp,
o cordel se anuncia.

Eu acho muito importante
toda essa divulgação
nas redes de internet
e até na televisão,
mas devemos ter cuidado
pra que todo esse legado
se mantenha no padrão.

Eu comparo um cordelista
a um mestre do pincel,
escolhendo as cores certas
para pintar um painel.
Mas tem cordel publicado
sem o devido cuidado
pela arte do cordel.

GILBERTO: 
Dos muitos cordéis que fez
Com talento e maestria
Deve haver alguns talvez
Que lhe dão muita  alegria
Que têm ampla aceitação
De sua vasta produção
Quais os que destacaria?

ACACI: 
Antologia do Peido
é meu cordel mais vendido.
Conselhos Pra Juventude
é um cordel que tem sido
visto com muito carinho,
e O Sonho de Joãozinho
é bastante conhecido.


GILBERTO:
Você faz no dia a dia
Um trabalho excelente
Pois propaga a poesia
De maneira consistente.
Incentivando a leitura
E promovendo a cultura
Como Acaci se sente?

ACACI:
Eu aprendi logo cedo
que ao invés de reclamar,
devo arregaçar as mangas
e sair pra trabalhar.
Sonhando sonhos concretos
vou tocando meus projetos
para ver no que vai dar.

Aprendi que não existe
nem mágica nem forma certa.
Quando uma porta se fecha
vou procurar outra aberta.
Continuo na labuta,
mantendo minha conduta,
e a mente sempre alerta.

Sinto-me muito feliz
por tudo que sou e sei.
Agradeço a quem me ajuda
nesses sonhos que sonhei,
a quem me estendeu a mão,
que me deu a direção
pra chegar aonde cheguei.

GILBERTO:
Qual o seu lema de vida
E preocupações morais?
Acha que existe saída
Pros problemas atuais
Em nossa sociedade?
Sinta-se bem à vontade
Quanto às palavras finais.

ACACI:
Quanto a meu lema de vida
digo nos versos finais:
Ser honesto e ser feliz,
e viver sempre na paz.
Ser pros outros um abrigo
e amar cada amigo
como eu amei os meus pais.

Sempre me preocupei
com toda essa conjuntura
da desvalorização
dos valores da cultura,
da música, da poesia,
do forró, da cantoria,
e nossa literatura.

A música sendo trocada
por um toque barulhento,
e as cores da cultura
ganhando tons de cinzento,
perdendo seu estandarte,
e os ícones da nossa arte
caindo no esquecimento.

Eu sou que nem Dom Quixote
pelo mundo pelejando.
Quando perco uma batalha
eu não fico reclamando.
Porque sei que nessa vida
minha única saída
é continuar lutando.

Eu agradeço a você
pela sua amizade
e por essas perguntinhas
tão cheias de qualidade
e digo de peito aberto:
─ Muito obrigado Gilberto,
pela oportunidade.


GILBERTO
Acaci, eu que agradeço
Por esta boa entrevista
Você é um grande artista
Por quem tenho enorme apreço
Desde que eu lhe conheço
Que tenho admiração
Você honra a ligação
Que tem com Chagas Ramalho
Parabéns por seu trabalho
Em prol da educação!


Biografia de Acaci:

José Acaci é professor, compositor, e poeta cordelista. Nascido em Macaíba/RN, herdou do pai, Chagas Ramalho, o dom e a paixão pela literatura de cordel, e da mãe, Dona Mariquinha, a sabedoria e a garra e para enfrentar as batalhas da vida sempre sorrindo.

O seu primeiro livro foi Histórias de Rio pequeno- Uma Viagem Poética sobre a História de Parnamirim”, Autor também dos CD’s Cordas e Cordéis e “Do Cordel à Embolada” e de mais de sessenta folhetos de literatura de cordel, Acaci lança agora a segunda edição de Conselhos Pra Juventude.

Desde 2006 o poeta trabalha no projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula,que é aplicado em Escolas Municipais do Município de Parnamirim, no qual ele leva o incentivo à leitura, o estudo e a valorização do meio ambiente, o conhecimento da cultura nordestina, e a importância dos valores humanos e sociais através da literatura de cordel.

Semestralmente participa da Semana BNB de Oficinas Culturais. Projeto que leva às cidades do interior do Rio Grande do Norte, oficinas de Teatro, Rádio, Vídeo, Fotografia, Produção de Projetos e Literatura de Cordel. O projeto já foi aplicado nas cidades de Santa Cruz do Inharé, Sítio Novo, Parnamirim, Angicos e Caiçara do Norte.

Acaci é Membro da SPVA _ Sociedade dos Poetas Vivos a Afins do RN, e pela sua contribuição à cultura potiguar, já recebeu muitas homenagens de escolas públicas do RN, do SESC/RN e da Aliança Francesa, além dos títulos:

Mérito Cultural Luiz da Câmara Cascudo, concedido pela Academia Caxambuense de Letras/MG;

Mérito Poético Olegário Mariano, pela Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores e,

Consul Poeta Del Mundo, pela Organização Internacional Poetas Del Mundo, com sede no Chile. - Fonte: http://espacodocordel.blogspot.com.br/2011/11/biografia-de-jose-acaci.html

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