sábado, 1 de agosto de 2015

FRIO, MÚSICA E PAZ - Gilberto Cardoso dos Santos


Frio provoca carência
Música nos hipnotiza
De paz a gente precisa
Num mundo de violência
Se dos três há confluência
E o amor serve de guia
Libertadora alegria
O ambiente nos traz
Com música, frio e paz
Tudo vira poesia.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Soneto do Dia da Amizade - Gilberto Cardoso dos Santos


Soneto do dia da amizade
(autor: Gilberto Cardoso dos Santos)

Aos bons amigos que me abandonaram
E ex-inimigos que hoje me apreciam
Todos aqueles que me elogiam
que muitas vezes já me criticaram

Também aqueles que me procuraram
Com intenções que de mim escondiam
Sem esquecer dos que me aborreciam
Mas tantas vezes me dissimularam

Aos maus amigos a quem perdoei
Também àqueles a quem supliquei
Que relevassem minha insanidade

A todos eles, sim, sem exceção,
Quero saudar de todo coração

Com um feliz dia da amizade.

Santa Cruz, 20.07.2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

CASA DETERIORADA COM AURA DE POESIA - Gilberto Cardoso dos Santos


Devido a fome e a sede
Neste lar abandonado
Já não se ouve o chiado
Do balanço duma rede
Há uma falsa parede
Onde uma porta havia
Tornou-se triste e sombria
De saudades carregada
Casa deteriorada
Com aura de poesia.

Nesta casa há um vazio

de grande profundidade
uma obscuridade
que me provoca arrepio.
o tempo é de longo estio
a morte a tudo assedia
o reboco evidencia
o quanto está acabada
casa deteriorada
com aura de poesia.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

FALSEBOOK (setilha) - Gilberto Cardoso dos Santos



FALSEBOOK

Esse F de fofoca
Ou F de falsidade
Tantas desgraças provoca
Em nossa sociedade
Tamanho é o desprazer
Que é difícil vir a ser
F de felicidade.

Gilberto Cardoso dos Santos

sexta-feira, 3 de julho de 2015

TEM BANDIDO DE GRAVATA DEFENDENDO A REDUÇÃO - Gilberto Cardoso dos Santos


TEM BANDIDO DE GRAVATA
DEFENDENDO A REDUÇÃO

Colocamos no Congresso
Um bando de vigaristas
Todos falsos moralistas
Que nos causam retrocesso
O povo não tem acesso
A emprego e habitação
Reina a corrupção
Enquanto se faz bravata
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

Deveríamos primeiro
Tentar punir os grandões
Os verdadeiros ladrões
Que pilham nosso dinheiro
Vamos punir o banqueiro
O que compra a eleição
Vamos botar na prisão
O empresário que desmata
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

Cadeias superlotadas
Têm sido ineficientes
Amontoam delinquentes
Das classes pouco abastadas
Medidas não são tomadas
Pra salvar a educação
Não existe punição
Pra quem vive na mamata
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

Pregadores  impostores
Querendo nos dirigir
Tentam da lei suprimir
Democráticos valores
Dizem que são defensores
Do idealismo cristão
E falam na pregação
Do que a gente não constata.
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

Primeiro vamos tentar
Uma reforma geral
No sistema prisional
E nos modos de julgar
Fazê-lo funcionar
Conforme a legislação
Sem fazer acepção
De maneira mais sensata
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

O Poder Judiciário
Excessivo poder tem
Julga como não convém
Favorece o mercenário
Não se mostra solidário
Com os pobres da nação
Nossa Constituição
Precisa ser mais exata
Tem bandido de gravata
Defendendo a redução.

Na tevê vemos adultos
E menores maltratados
Publicamente humilhados
Com os mais cruéis insultos
Mas os criminosos cultos
de elevada posição
Contam com a proteção
De quem aos pobres maltrata
Tem bandido de gravata

Defendendo a redução.

VEJAM NO VIDEO A OPINIÃO DE LÍDERES RELIGIOSOS QUE CONCORDARIAM COMIGO:


quarta-feira, 1 de julho de 2015

HOMENAGEM PÓSTUMA FEITA EM VIDA A HUGO TAVARES - Gilberto Cardoso dos Santos


Quando Hugo ainda estava aparentemente saudável, e julgávamos que ainda o teríamos por longos anos, senti-me impulsionado a dedicar-lhe uma biografia em versos.

Neste opúsculo, eu escrevi entre muitas outras coisas o seguinte:


 [...]

Depois que Hugo morrer
Muitos irão recordá-lo
Discursos irão fazer
Pretenderão exaltá-lo
Serão discursos somente
Por isso é no presente
Que eu pretendo louvá-lo.

Falo independentemente
De posição partidária
Que ele tem sido influente
Na sua luta diária
E à democracia atende
em ações que empreende
Na Rádio Comunitária. 

No discurso é contundente
Quando está indignado
Desagrada a muita gente
Com o seu tom inflamado
Sua palavra é severa
Mas a seu favor coopera
Seu impoluto passado. 

Hugo tem sido uma luz
Nas trevas da impunidade
O povo de Santa Cruz
Sabe da boa vontade
Com que ele tem agido
E o quanto tem conseguido
Com sua tenacidade.
  
Esquecendo seus defeitos
Os quais decerto ele tem
Devemos olhar seus feitos
Em prol do povo e do Bem
Este vate e locutor
Tem espinhos mas é flor
Cujo perfume convém. 

Hugo vive de emoções
E ações impactantes
Seus defeitos são anões
Suas virtudes, gigantes
Quem o conhece de perto
Vê seu coração aberto
E amor aos semelhantes.
  
Mas o ser humano ingrato
Gosta mais de criticar
Mostra indevido recato
Na hora de elogiar
Porém disso não me privo
E é enquanto está vivo
Que o devemos louvar.
  
Hugo foi um divisor
De águas em Santa Cruz
Na função de opositor
Sempre buscou lançar luz
E graças à sua crítica
A corrupção política
Ano a ano se reduz.
  
 Publicou algumas obras
Cortantes como navalha
Denunciando manobras
Próprias da politicalha
Fazer que a democracia
Evolua a cada dia
é sua maior batalha.

O profeta, geralmente,
Sofre grande ostracismo
No meio de sua gente
Que o vê com pessimismo
Mas Hugo segue sonhando
Acordado e  batalhando
Pelo seu idealismo

Hugo precisa saber
De sua grande importância
Do bem que veio a fazer
Com a sua militância
sua bela trajetória
se mostrará meritória
Terá grande relevância.

[...]

Antes de publicar tão merecida homenagem, mostrei a ele e contei com sua total aprovação. Achei interessante porque nesta biografia registrei aspectos de seu comportamento e caráter à primeira objetáveis - o temperamento forte, por exemplo -, mas ele, com maturidade e manifestando espírito democrático, não se opôs ao que escrevi. Pelo contrário: parecia fazer questão que eu não passasse para o papel uma imagem fantasiosa a seu respeito. 

Meus contatos com Hugo perdem-se no túnel do tempo e são positivas as recordações que dele tenho. Nunca tivemos qualquer atrito. Estrangeiro como eu em Santa Cruz, só que há mais tempo radicalizado, ele acolheu-me direta e indiretamente. Nas suas lutas pelo CRUTAC e pelo campus local da UFRN, beneficiou-me.

Tive oportunidade de entrevistá-lo por mais de uma vez e fiquei bastante feliz com as respostas esclarecedoras que me deu em ENTREVISTA COM HUGO TAVARES.

Não tenho dúvidas de que Hugo deixará um vazio enorme, difícil de ser preenchido na cultura e na política do Trairi.

Que venham as merecidas homenagens de amigos e adversários. Antes tarde do que nunca. Estamos sinceramente sedentos por escutá-las. Por favor, não deixem de fazê-las.

Que neste momento afastemos quaisquer (in)diferenças e indisposições. Busquemos vislumbrar o gigante que se ocultava naquele homem de pequena estatura. Deixemos sua história mostrar-nos que tudo quanto fez foi visando o bem comum.

Que seus familiares, sua querida esposa e filhos, consolem-se nesse momento com a certeza de que Hugo cumpriu bem a missão que lhe foi designada.

Desejo que Hugo esteja mais vivo que nunca em nosso meio. Foi por isso também que intitulei esta postagem de HOMENAGEM PÓSTUMA FEITA EM VIDA A HUGO TAVARES.


Santa Cruz, 01.07.2015, dia de profunda tristeza para São Paulo do Potengi e para todo o Trairi.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Que a vida seja repleta Daquilo que nos faz bem (Gilberto Cardoso dos Santos)



Brindemos a alegria

Deixemos de violência


Em paz com a consciência


Vivamos no dia a dia


livres da hipocrisia


Da maneira que convém


Sem fazer mal a ninguém


Com coração de poeta


Que a vida seja repleta


Daquilo que nos faz bem.




quarta-feira, 24 de junho de 2015

TINHA MUITO MAIS BELEZA NO SÃO JOÃO DE ANTIGAMENTE (Gilberto Cardoso dos Santos)


Mote: Wellington Vicente - Glosas: Gilberto Cardoso dos Santos

Quando Wesley Safadão
Ainda não era safado
O forró que era escutado
Tinha uma outra feição
Se ouvia o Rei do Baião
Com sua voz estridente
A malícia inteligente
E cheia de sutileza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente.

Em uma casa de show
Com nome de Gonzagão
Se vê a deformação
Daquilo que ele cantou
O forró se esvaziou
Restou barulho somente
A cultura indecente
Assumiu a realeza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente


Eu também sou saudosista
Gosto da simplicidade
Sinto que a modernidade
Tornou o homem egoísta
Num mundo capitalista
O dinheiro é posto à frente
Manipulam claramente
Lucram com a esperteza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente.


Para substituir
Um forró que era tão bom
Põem paredões de som
Feitos para competir
O desejo é descobrir
Quem tem o som mais potente
As “novinhas” facilmente
Se entregam à lerdeza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente.


Em rádio e televisão
O que hoje a gente vê
É bará bará berê
E outras “letras” sem noção
frases de baixo calão
que poluem o ambiente
conteúdo incoerente
que só nos causa estranheza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente
(Gilberto Cardoso)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CONSELHOS A MALAFAIA (Gilberto Cardoso e Hélio Crisanto)

O poeta Hélio Crisanto  depois que foi informado da briga de Boechat com um 
pregador afamado muito se indignou e sua raiva expressou num verso bem burilado:


Hélio Crisanto:

De manhã lendo jornal
Só vejo notícia tola
Dá vontade de chorar
Como quem pega em cebola
Se a fé já virou gandaia
Escute aqui malafaia
Vá procurar um rola.


E a pomba da inspiração sobre mim neste momento pairou pedindo em arrulhos 
que eu desse prosseguimento do jeito que a coisa estava Malafaia precisava ter 
um aconselhamento:




Estrofes de Gilberto Cardoso:

“Olhem para os passarinhos”
Cristo assim nos acalenta
“não semeiam nem ajuntam”
Não levam vida avarenta
Vivem na simplicidade
Sem avareza e maldade
Mas nosso pai as sustenta.

Há vários tipos de rola
Você pode escolher
Existe a fogo-apagou
Que poderá lhe acender
Tem a rolinha-vaqueira
Rola-roxa é de primeira
Pra o que pretende fazer.


Vá atrás duma rolinha
Muito ela pode ensinar
Veja como elas existem
Sem a ninguém explorar
Deixe de ser urubu
Procure um pé de umbu
Rola branca vai achar

Tem a rola-picui
E a juriti-pupu
E a pomba-rola que faz
Ninho em pé de caju
O negócio é procurar
Essa tu vai encontrar
Nas bandas do Pajeú

Rola é um nome impuro
na mente do infiel
mas há muitos tipos dela:
tem a rola-cascavel
ou rolinha-carijó
as duas são uma só
cumprem o mesmo papel.

Larga esse microfone
No qual tu vives berrando
Provocando preconceitos
Dinheiro solicitando
Deixa de manipular
Vai pra o campo escutar
Uma rolinha cantando.

Jesus mandou que a gente
Olhasse bem pros pardais
Disse para os seus discípulos
Que valemos muito mais
Boechat, com raiva tola
Lhe mandou procurar rola
E o que tem isso demais?

O sacerdote judeu
Duas rolinhas levava
Sempre que alguém nascia
No templo se apresentava
Era com rolas que ia
E conforme a lei dizia
No templo as sacrificava.

Veja o modo como Cristo
revidava e reagia
quando alguém o injuriava
humilhava e ofendia
falava com mansidão
e concedia perdão
mesmo a quem não merecia.

Portanto, siga o conselho
Vá fazer sua caçada
Com arapuca, alçapão
Você é bom em cilada
Porém é bom vigiar
Pois se o Ibama pegar
A multa vai ser pesada.



CONSELHOS A MALAFAIA (Gilberto Cardoso e Hélio Crisanto)

O poeta Hélio Crisanto  depois que foi informado da briga de Boechat com um 
pregador afamado muito se indignou e sua raiva expressou num verso bem burilado:


Hélio Crisanto:

De manhã lendo jornal
Só vejo notícia tola
Dá vontade de chorar
Como quem pega em cebola
Se a fé já virou gandaia
Escute aqui malafaia
Vá procurar um rola.


E a pomba da inspiração sobre mim neste momento pairou pedindo em arrulhos 
que eu desse prosseguimento do jeito que a coisa estava Malafaia precisava ter 
um aconselhamento:




Estrofes de Gilberto Cardoso:

“Olhem para os passarinhos”
Cristo assim nos acalenta
“não semeiam nem ajuntam”
Não levam vida avarenta
Vivem na simplicidade
Sem avareza e maldade
Mas nosso pai as sustenta.

Há vários tipos de rola
Você pode escolher
Existe a fogo-apagou
Que poderá lhe acender
Tem a rolinha-vaqueira
Rola-roxa é de primeira
Pra o que pretende fazer.

Vá atrás duma rolinha
Muito ela pode ensinar
Veja como elas existem
Sem a ninguém explorar
Deixe de ser urubu
Procure um pé de umbu
Rola branca vai achar

Tem a rola-picui
E a juriti-pupu
E a pomba-rola que faz
Ninho em pé de caju
O negócio é procurar
Essa tu vai encontrar
Nas bandas do Pajeú

Nas conselhos que lhe dou
nos versos deste cordel
há uma rola que chamam
de rolinha-cascavel
ou rolinha-carijó
as duas são uma só
cumprem o mesmo papel.

Larga esse microfone
No qual tu vives berrando
Provocando preconceitos
Dinheiro solicitando
Deixa de manipular
Vai pra o campo escutar
Uma rolinha cantando.

Jesus mandou que a gente
Olhasse bem pros pardais
Disse para os seus discípulos
Que valemos muito mais
Boechat, com raiva tola
Lhe mandou procurar rola
E o que tem isso demais?

O sacerdote judeu
Duas rolinhas levava
Sempre que alguém nascia
No templo se apresentava
Era com rolas que ia
E conforme a lei dizia
No templo as sacrificava.

Veja o modo como Cristo
revidava e reagia
quando alguém o injuriava
humilhava e ofendia
falava com mansidão
e concedia perdão
mesmo a quem não merecia.

Portanto, siga o conselho
Vá fazer sua caçada
Com arapuca, alçapão
Você é bom em cilada
Porém é bom vigiar
Pois se o Ibama pegar
A multa vai ser pesada.